O Relatório de Actividades e Contas de 2008, deveria ser o assunto mais importante da última Assembleia de Freguesia, mas não foi. O encerramento da Ponte do Paul, devido às obras de alargamento denominou as atenções dos autarcas e do público que encheu a sala. A polémica deste “folhetim “ do fecho e reabertura desta ligação crucial para as freguesias do sul do concelho da Covilhã foi acesa. Ressaltou a decisão de só voltar-se a encerrar a Ponte quando existir uma alternativa credível e segura.
Bem cedo se percebeu que a Assembleia de Freguesia realizada no passado dia 17 de Abril iria ser tudo menos monótona. A afluência do público era inusitada, aos poucos a sala foi enchendo e acabou por registar-se uma adesão popular que há muito não se via.
Recorde-se antes de mais os pormenores do desenvolvimento deste “folhetim” do fecha e abre da Ponte. A partir do 15 de Abril/09 e supostamente por cem dias a Ponte do Paul foi encerrada ao trânsito automóvel por causa das obras de alargamento desta ponte à muito prometidas pela autarquia local, se bem que, a responsabilidade das mesmas é da Câmara Municipal da Covilhã (CMC).
Esta intervenção numa das mais importantes ligações entre as
duas margens da ribeira do Paul utilizada diariamente por centenas de pessoas e viaturas que se deslocam entre as freguesias do sul do concelho da Covilhã e a sede do mesmo, foi mal equacionada quanto às alternativas existentes, principalmente, aquela que os condutores tinham quando chegavam à Ponte do Paul, seguindo em frente para a Ponte de Pau - Souto da Serra - Ponte Nova (estrada de Casegas) – Paul e vice-versa.
Ora, esta alternativa face ao estado do piso, à chuva e à utilização continuada dos automobilistas revelou-se uma autêntica “ armadilha” causando prejuízos e levou algumas pessoas a protestar contra o encerramento da Ponte do Paul. Neste cenário e face aos problemas que este “ caminho rural” levantou como alternativa credível e capaz de dar resposta ao escoamento do tráfego a autarquia local decidiu fechar este caminho e reabrir a ponte.
Meia culpa da Junta
Neste enquadramento, as intervenções do público na Assembleia de Freguesia foram todas no sentido de lavrar o seu protesto quanto ao encerramento da ponte em existirem alternativas capazes o que levou o executivo paulense a fazer meia culpa e a explicar-se, “ estávamos convencidos de que este caminho que leva à Ponte de Pau fosse uma alternativa capaz. Técnicos e vereadores da CMC, comandantes da GNR e dos Bombeiros no dia antes do encerramento deram a autorização para abrirmos o caminho, mas verificámos de imediato que esta solução não resultou e levou-nos a encerra-lo e abrimos novamente a ponte. Deixo aqui uma garantia só voltaremos a encerrar a ponte quando existir uma alternativa em segurança e capaz de assegurar uma resposta eficaz”. Assegurou a presidente da Junta de Freguesia, Leonor Cipriano, sossegando assim o público, mas não o autarca da CDU, “ as pessoas tem razão para protestar, mas considero que a principal responsável desta situação é CMC por que é a dona da obra. Não houve informação atempada, não foram criadas alternativas que possibilitassem a mobilidade das pessoas e causasse constrangimentos e agora que há prejuízos quem os paga”. Questionou Vítor Reis Silva.
Curiosamente, até os autarcas independentes afectos ao PSD alinharam nas críticas, “ houve precipitação no encerramento da ponte, tinha de fazer-se isto com mais responsabilidade, houve falta de respeito pelas pessoas. Faltou a informação, deve-se apostar nesta vertente para as pessoas saberem com aquilo que contam”. Argumentou Carlos Sardinha.
Perante chuva de protestos Leonor Cipriano, reiterou e garantiu que não iria fechar a ponte sem haver uma boa solução como alternativa. A própria assembleia por unanimidade decidiu fazer uma exposição à CMC, dando-lhe conta desta situação e da decisão anunciada pela chefe do executivo e aprovada por este órgão autárquico.
Aprovado relatório e contas
Já com assunto da ponte dissecado e com todos mais calmos os ânimos voltaram a aquecer com a discussão do Relatório de Actividades e Prestação de Contas 2008 que foram aprovados por maioria registando-se o voto contra da CDU e uma abstenção do PS, já que faltaram os outros elementos desta bancada.
Depois foi mais do mesmo com Vítor Reis Silva da CDU, a assumir como é hábito a condução da oposição ao executivo,
“o Relatório e as respectivas Contas de Gerência têm uma avaliação negativa. As percentagens no controlo orçamental quanto às receitas e despesas estão equilibradas. Mas o nível de execução é francamente baixo, por exemplo na execução das Grandes Opções do Plano foi atingido só 13,09% revelando a incapacidade da Junta em fazer obra. A freguesia esteve parada. Infelizmente temos dito que os Orçamentos e Planos de Actividades aparecem aqui empolados, depois dá nesta taxa de execução que demonstra a incapacidade do executivo. Só ao nível do apoio à dinâmica dos dirigentes associativos da freguesia é que esta Junta esteve melhor, ainda assim voto contra”. Esclareceu o autarca da CDU.
Para a bancada que apoia o executivo embora reconhecendo que a expectativa foi gorada, espera melhores dias,” a taxa de execução é baixa, mas se por um lado a conjuntura não é favorável por outro lado, estou em crer que é possível melhorar este nível de execução e quando se atinge uma taxa de execução nas actividades mais relevantes de cerca de 40% é já bom.”Argumenta Carlos Sobreiro. Pelo mesmo diapasão afina o seu colega da Lista de Independentes afecta ao PSD, “ importa referir que apesar de tudo a JFP tem obra feita e revela ambição por isso vamos votar a favor” revelou Adelino Marmelo.
Pouco mas bom
Na resposta a esta problemática a líder do executivo justificou,” a conjuntura económica que o nosso país tem vivido tem sido um obstáculo para que possamos ter mais obras concretizadas na nossa vila. Ainda assim, conseguimos com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã, realizar obras como: manutenção de espaços verdes, ampliação da iluminação pública, beneficiação do complexo desportivo da Reboleirada, recargas do asfalto, colocação dos Eco pontos e dar apoio às associações, para além do apoio às Escolas e realização das festa da vila e do Natal, em suma foi pouco mas bom”Asseverou Leonor Cipriano que de seguida acrescentaria,” face às dificuldades da Junta os autarcas deste órgão decidiram prescindir das suas compensações financeiras, até porque pretendemos adquirir uma carrinha e comprámos alguns equipamentos. Para além disso, dizer ainda que a candidatura Paul Digital foi chumbada e da Rota da Agua mantém-se em aberto. Por outro lado, é nosso propósito requalificar espaços como a Fonte de Concelho e o Espelho de Água. Já no final da assembleia tempo ainda para o público se manifestar trazendo outro tipo de preocupações como a segurança do passadiço da ponte, a sinalização nas Taliscas e a falta dela na estrada Paul – Ourondinho.
Na resposta Leonor Cipriano, garantiu que a travessia de peões no passadiço da ponte é segura e quanto aos outros problemas já tinha informado a CMC sobre a existência dos mesmos manifestando o desejo da sua rápida resolução.
Bem cedo se percebeu que a Assembleia de Freguesia realizada no passado dia 17 de Abril iria ser tudo menos monótona. A afluência do público era inusitada, aos poucos a sala foi enchendo e acabou por registar-se uma adesão popular que há muito não se via.
Recorde-se antes de mais os pormenores do desenvolvimento deste “folhetim” do fecha e abre da Ponte. A partir do 15 de Abril/09 e supostamente por cem dias a Ponte do Paul foi encerrada ao trânsito automóvel por causa das obras de alargamento desta ponte à muito prometidas pela autarquia local, se bem que, a responsabilidade das mesmas é da Câmara Municipal da Covilhã (CMC).
Esta intervenção numa das mais importantes ligações entre as
Ora, esta alternativa face ao estado do piso, à chuva e à utilização continuada dos automobilistas revelou-se uma autêntica “ armadilha” causando prejuízos e levou algumas pessoas a protestar contra o encerramento da Ponte do Paul. Neste cenário e face aos problemas que este “ caminho rural” levantou como alternativa credível e capaz de dar resposta ao escoamento do tráfego a autarquia local decidiu fechar este caminho e reabrir a ponte.
Meia culpa da Junta
Neste enquadramento, as intervenções do público na Assembleia de Freguesia foram todas no sentido de lavrar o seu protesto quanto ao encerramento da ponte em existirem alternativas capazes o que levou o executivo paulense a fazer meia culpa e a explicar-se, “ estávamos convencidos de que este caminho que leva à Ponte de Pau fosse uma alternativa capaz. Técnicos e vereadores da CMC, comandantes da GNR e dos Bombeiros no dia antes do encerramento deram a autorização para abrirmos o caminho, mas verificámos de imediato que esta solução não resultou e levou-nos a encerra-lo e abrimos novamente a ponte. Deixo aqui uma garantia só voltaremos a encerrar a ponte quando existir uma alternativa em segurança e capaz de assegurar uma resposta eficaz”. Assegurou a presidente da Junta de Freguesia, Leonor Cipriano, sossegando assim o público, mas não o autarca da CDU, “ as pessoas tem razão para protestar, mas considero que a principal responsável desta situação é CMC por que é a dona da obra. Não houve informação atempada, não foram criadas alternativas que possibilitassem a mobilidade das pessoas e causasse constrangimentos e agora que há prejuízos quem os paga”. Questionou Vítor Reis Silva.
Curiosamente, até os autarcas independentes afectos ao PSD alinharam nas críticas, “ houve precipitação no encerramento da ponte, tinha de fazer-se isto com mais responsabilidade, houve falta de respeito pelas pessoas. Faltou a informação, deve-se apostar nesta vertente para as pessoas saberem com aquilo que contam”. Argumentou Carlos Sardinha.
Perante chuva de protestos Leonor Cipriano, reiterou e garantiu que não iria fechar a ponte sem haver uma boa solução como alternativa. A própria assembleia por unanimidade decidiu fazer uma exposição à CMC, dando-lhe conta desta situação e da decisão anunciada pela chefe do executivo e aprovada por este órgão autárquico.
Aprovado relatório e contas
Já com assunto da ponte dissecado e com todos mais calmos os ânimos voltaram a aquecer com a discussão do Relatório de Actividades e Prestação de Contas 2008 que foram aprovados por maioria registando-se o voto contra da CDU e uma abstenção do PS, já que faltaram os outros elementos desta bancada.
Depois foi mais do mesmo com Vítor Reis Silva da CDU, a assumir como é hábito a condução da oposição ao executivo,
Para a bancada que apoia o executivo embora reconhecendo que a expectativa foi gorada, espera melhores dias,” a taxa de execução é baixa, mas se por um lado a conjuntura não é favorável por outro lado, estou em crer que é possível melhorar este nível de execução e quando se atinge uma taxa de execução nas actividades mais relevantes de cerca de 40% é já bom.”Argumenta Carlos Sobreiro. Pelo mesmo diapasão afina o seu colega da Lista de Independentes afecta ao PSD, “ importa referir que apesar de tudo a JFP tem obra feita e revela ambição por isso vamos votar a favor” revelou Adelino Marmelo.
Pouco mas bom
Na resposta a esta problemática a líder do executivo justificou,” a conjuntura económica que o nosso país tem vivido tem sido um obstáculo para que possamos ter mais obras concretizadas na nossa vila. Ainda assim, conseguimos com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã, realizar obras como: manutenção de espaços verdes, ampliação da iluminação pública, beneficiação do complexo desportivo da Reboleirada, recargas do asfalto, colocação dos Eco pontos e dar apoio às associações, para além do apoio às Escolas e realização das festa da vila e do Natal, em suma foi pouco mas bom”Asseverou Leonor Cipriano que de seguida acrescentaria,” face às dificuldades da Junta os autarcas deste órgão decidiram prescindir das suas compensações financeiras, até porque pretendemos adquirir uma carrinha e comprámos alguns equipamentos. Para além disso, dizer ainda que a candidatura Paul Digital foi chumbada e da Rota da Agua mantém-se em aberto. Por outro lado, é nosso propósito requalificar espaços como a Fonte de Concelho e o Espelho de Água. Já no final da assembleia tempo ainda para o público se manifestar trazendo outro tipo de preocupações como a segurança do passadiço da ponte, a sinalização nas Taliscas e a falta dela na estrada Paul – Ourondinho.
Na resposta Leonor Cipriano, garantiu que a travessia de peões no passadiço da ponte é segura e quanto aos outros problemas já tinha informado a CMC sobre a existência dos mesmos manifestando o desejo da sua rápida resolução.